Português de Portugal, me dei mal.
Se a situação abaixo nunca ocorreu com vocês, tradutores, acredite, ela pode acontecer.
O que deve fazer o tradutor que aceita verter um texto em português a um idioma estrangeiro e somente depois de o ter recebido vê que o texto está escrito em português de Portugal? Devolver o trabalho ou “aventurar-se” a vertê-lo, sem conhecê-lo plenamente, fica a seu critério.
Apesar de o português ser a língua oficial do Brasil, de Portugal, Cabo Verde, Moçambique, Angola, entre outros países e regiões, as diferenças gramaticais, ortográficas e de vocabulário vão além do imaginável e, por isso, “aventurar-se” pode ser arriscado.
Certa vez isso ocorreu comigo. O texto era muito pequeno, sem muito contexto, não continha indícios de que o português era de Portugal – logo não tive a chance de recusar o trabalho – e comecei a vertê-lo para o inglês.
Entreguei o trabalho e me dei mal: era português de Portugal. Verti hospedeira por “hostess” e só depois de ouvir a reclamação do meu cliente foi quando descobri que hospedeira é a aeromoça, ou comissária de bordo, aqui no Brasil.
Hoje não passo mais esse tipo de vexame. Se o termo soar estranho ou não constar de nenhum dos meus dicionários de português do Brasil, consulto o meio mais rápido e econômico que encontrei: um dicionário on-line publicado em um site português (.pt) com mais de 90.000 verbetes, gramática, correcção ortográfica entre outras funcionalidades.
Por ser de interesse comum desta comunidade, decidi compartilhar esse dicionário com vocês. Experimentem!
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| Imprimir artigo | Este artigo foi escrito por Vagner Bandeira em 03/09/2007 às 00:20, e está arquivado em Português. Siga quaisquer respostas a este artigo através do RSS 2.0. Respostas estão encerradas no momento, mas você pode fazer um trackback do seu próprio site. |
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