Tradução e o tradutor no Brasil I
Publicado por: Paulo Vinicius Solera em Tradução, Você sabia...
Ao contrário do que se pensa, a tradução é uma ocupação profissional, um ofício. Segundo o SINTRA, a profissão foi reconhecida em outubro de 1988. Traduzir é uma profissão, não um biscate, como infelizmente é tida por usuários do serviço e pára-quedistas que se aventuram a prestar serviços sem a formação ou qualificação adequada.
Os cursos universitários de tradução fornecem a formação fundamental, mas a graduação não é condição sine qua non para exercer a profissão, visto que os graduados nem sempre seguem carreira, quer por mudança de planos ou exigências do mercado para as quais não estão preparados, e muitos dos conceituados profissionais não possuem graduação.
Algumas entidades, o portal terminologia.com.br, a ABRATES, entre outras, promovem o desenvolvimento profissional e a valorização dos profissionais e da profissão. Há também a figura do tradutor público e intérprete comercial, cuja atividade é regulada, no caso do estado de São Paulo, pela deliberação da JUCESP no 004/00.
Infelizmente, grande parte dos tradutores juramentados, como ocorre em outras profissões, também não têm a qualificação adequada, o que reforça a afirmação de que um título ou associação sindical é importante, mas nem sempre designa qualificação. O caminho das pedras é qualificar-se!
O sucesso nesta profissão depende muito da competência e eficiência do profissional, lembrando, é claro, que é imprescindível dominar os idiomas que traduz.
O mercado de trabalho tem seus altos e baixos. A globalização, a circulação de informações pelo mundo e os investimentos em parcerias internacionais geram grande demanda, mas basta uma mudança política ou financeira para causar uma desaceleração. Por isso, quanto mais qualificado e flexível for o tradutor, mais estabilidade ele terá.
No Brasil, as maiores oportunidades de trabalho estão concentradas nas regiões Sul e Sudeste, com grande demanda também em Brasília, por ser o distrito federal e pela grande concentração de embaixadas.
O inglês ainda é o idioma com maior demanda. Entretanto, devido às mudanças na política internacional, outros idiomas vêm conquistando mais espaço, como, por exemplo, o espanhol, o alemão, o francês, o italiano e, agora com a aproximação de Brasil e China, o mandarim.
São vários os segmentos de tradução e incluem livros, textos jurídicos, médicos, químicos, metalúrgicos, TI, marketing, entre outros. Se por um lado especializar-se em um determinado segmento resulta em aperfeiçoamento da qualidade, por outro, colocar os ovos em uma cesta só pode ser perigoso. Escolha a sua área, mas esteja pronto para atuar em outra caso a sua esteja em baixa.
No próximo artigo falarei sobre a forma de trabalho – CLT ou autonomia? – trabalhar sozinho ou em equipe? – quem são as agências de tradução? – e, que preço cobrar?
Deixem seus comentários, dúvidas e sugestões.



segunda-feira, 23 de março de 2009 às 10:40
[...] você leu o artigo publicado por Paulo Vinicius Solera sobre Tradução e o tradutor no Brasil I e precisa de mais informações para tornar-se tradutor, este artigo também lhe será útil, pois [...]
quinta-feira, 7 de agosto de 2008 às 14:16
Parabéns pelo conteúdo do site!
quinta-feira, 24 de abril de 2008 às 21:30
Estou de volta ao Brasil depois de morar nos Estados Unidos por 16 anos. Gostaria muito de trabalhar em casa como tradutora e encontrei este site que me foi bastante util. Gostaria de saber mais sobre o que preciso fazer para me tornar uma tradutora e aonde conseguir este tipo de trabalho.
quarta-feira, 26 de março de 2008 às 11:06
Oi pessoal,
Concordo plenamente com a questão da profissionalização. Quanto aos para-quedistas, estes aparecem em todas as áreas. Permanecem os que se especializam, como já é sabido pelo mercado.
Agora, gostaria de uma dica de vocês quanto aos cursos de especializações. Aqui em Curitiba é coisa rara. Cursos online, são uma boa?
Onde encontra-los?
Obrigada e Abraços.
domingo, 16 de dezembro de 2007 às 20:10
Ah, adorei a matéria, Vinícius!
Vale frisar que além do tradutor dominar o idioma a ser traduzido, ele deve dominar o próprio idioma.
Muito bom, adorei!
beijos.
sábado, 15 de dezembro de 2007 às 09:27
Vinícus, parábens pelo artigo. Concordo plenamente. Para muitas pessoas, traduzir é a saída, um bico, quando nada deu certo. Isso acontence em outras profissões também, como corretores de imóveis.
Espero que o maior número possível de pára-quedistas leia. Tá na hora de acabar com a avacalhação e rasgar o pára-quedas deles!!!
Abraço
sábado, 15 de dezembro de 2007 às 04:25
Este site está ficando cada dia melhor… estou ancioso para a parte II da matéria. Estou iniciando minha carreira e essas informações estão servindo com uma luva para mim.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007 às 22:27
Muito bom. Esse artigo me fez lembrar daquela história de “tradução pastel”… Pessoas sem preparo algum (os “pára-quedistas”) fazendo trabalhos de nível muito baixo e acabando com a imagem da área de tradução no mercado.
Parabéns.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007 às 20:49
Achei o artigo perfeito, Vinícius. Para entrar e principalmente se manter no mercado, o tradutor tem que se especializar e se atualizar!
Lógico que há bons e maus profissionais em todas as áreas, mas apenas os profissionais sérios e responsáveis se mantêm em longo prazo. Tradução é profissão sim, e deve ser tratada com o devido respeito, para quem sabe nos livrarmos de vez dos pára-quedistas.
Um abraço!
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007 às 20:18
Parabéns pelo artigo, Vinicius. Concordo em número, gênero e grau. Muito útil, principalmente para que deseja entrar no mercado. Chega de pára-quedistas!
Abraços