Toda língua contêm milhares de expressões idiomáticas, gírias e provérbios cuja interpretação diverge, em grande escala, do significado literal. Essa profusão pelo uso das expressões idiomáticas, das metáforas e gírias se explica por várias razões.

A primeira é que a língua pode ser entendida como um código e como fato social. No que se refere ao código, significa que não é inerente ao ser humano, pois este precisa aprendê-lo, de alguma forma, para integrar-se na sociedade.

Como fato social, é um sistema adquirido por aprendizagem, pertence a todos os membros da comunidade. É herança social, produto da cultura e que se transforma pela ação do tempo.

Na língua espanhola a palavra “alarma”, usada quando queremos evidenciar uma situação de perigo, procede da voz de aviso dos castelos antigamente: “A las armas!”, para que os soldados se armassem diante da situação de perigo. O próprio nome do fenômeno meteorológico e oceânico “El niño”, faz referência ao “Niño Jesús”, devido à corrente marítima que começa em frente da costa peruana na época do Natal.

A língua funciona como um elemento de interação entre o indivíduo e a sociedade em que ele atua. A cada situação de fala em que nos inserimos e da qual participamos, notamos que a língua falada é, a um só tempo, heterogênea e diversificada.

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