Artigos de setembro de 2009

Estrangeirismo

Publicado por: Caroline Goncalez em Português

É comum que uma língua se nutra de outras que, geralmente, são de uma cultura dominante. Numa época em que os Estados Unidos são considerados uma das maiores potências mundiais, é natural que seu idioma adquira força e assuma influência em outras línguas.

A nossa língua portuguesa recebeu, e recebe, vocábulos como resultado das relações políticas, culturais e comercias com outros países. Tal “empréstimo lingüístico” é conhecido como estrangeirismo. O empréstimo advindo da língua inglesa, em particular, é denominado anglicismo, visto por alguns como ameaça às raízes de nossa língua e, por outros, como algo comum de uma língua viva.

Um extremo da contrariedade ao estrangeirismo é o Projeto Lei nº 1676 de 1999, que prevê punição com multa (de R$1.300,00 a R$13.000,00) a quem fizer uso de verbetes de outras línguas.

O autor deixa claro que o projeto é uma forma de denúncia, resistência e defesa da identidade e cultura do Brasil. O Projeto foi aprovado no Senado Federal, em agosto de 2003, após aprovação na Comissão de Educação, Cultura e Desporto e na Comissão de Constituição e Justiça, ambas as Comissões constitutivas da Câmara Federal. Após essa data, foi encaminhado novamente à Câmara para votação e subseqüente promulgação por parte do Presidente da República, entretanto, lá permanece desde então.

A verdade é que deparamo-nos com anglicismos no nosso dia-a-dia (fast food, feedback, on line, drive thru, record, dentre outros) e seria uma difícil tarefa ignorá-los e buscar usar outras formas equivalentes em nossa língua, a não ser por um processo em longo prazo.

Alguns verbetes assumiram a forma aportuguesada na escrita e já foram consagrados em nossa língua, como: Bife (beef), futebol (football), suéter (sweater), estoque (stock), caubói (cowboy), blecaute (blackout).

Alguns outros aportuguesamentos (‘leiaute’, por exemplo) são de doer os ouvidos e, apesar de reconhecidos pelos dicionários Aurélio e Houaiss, são raramente utilizados, optando os escritores usar a forma inglesa, layout.

Resta uma dúvida: ao traduzir o termo layout, por exemplo, é mais apropriado manter-se a grafia original ou grafá-lo em sua forma aportuguesada? Há divergências. Você, como tradutor, o que faria?

Como você grafa o termo "layout" em português?

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Agora assista a esse vídeo que retrata o estrangeirismo com bastante humor. Vale a pena ver.

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Tradução de “franquia”

Publicado por: Marcelo Previlato em Tradução

Assim como muitos outros termos em língua portuguesa, “franquia” é um termo polissêmico e, por isso, traduzí-la a outro idioma requer contexto.

Numa acepção comum, franquia é um tipo de negócio comercial que envolve a distribuição de produtos ou serviços mediante celebração de contrato entre franqueado e franqueador. Em outras palavras, é a compra do direito de usar o nome ou de comercializar os produtos de uma empresa mediante pagamento do que são chamados royalties . Os McDonald’s da vida, por exemplo, são franquias. Aliás, uma das mais caras do mundo.

Em outra acepção igualmente comum, franquia é » Leia mais…

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ABORTO: Abortion vs. Miscarriage

Publicado por: Carlos Floriano Neto em Você sabia...

Ao traduzirmos “aborto” para o inglês, o primeiro termo que geralmente nos ocorre é abortion, mas apesar da existência desse cognato, deve-se observar que ele se refere a um aborto provocado. Se, entretanto, o sentido da palavra estiver relacionado a um aborto espontâneo, a tradução apropriada será miscarriage.

Tanto miscarriage (natural cause) como abortion (human intervention) também são chamados de termination.

Saiba mais sobre pregnancy lingo.

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