Arquivo de janeiro 2010
Legal abbreviations: e.g. or i.e.?
31/01/10
It is known that Latin expressions are widely used in legal texts, and in most cases they are left untranslated, i.e., as originally worded in Latin. Some of these expressions include, e.g., a posteriori (from the latter), ab initio (from the beginning), ad hoc (to this), among others. A comprehensive list of Latin phrases including the English translation thereof may be handy for those who are not familiar with Latin expressions and their meanings.
The two Latin abbreviations in bold in the preceding paragraph are not an exception. They appear in almost all legal documents. Both are originated from Latin, but have different meanings, and must NOT be confused. While e.g. means “for example” (from the Latin expression exempli gratia), the abbreviation i.e. means “that is” (from the Latin expression id est). Mais >
A importância da vírgula
24/01/10
Alguns a empregam onde não deveriam, outros deixam de empregá-la onde era necessária. A tão importante vírgula pode mudar uma idéia; pode dar ou o tirar sentido de uma frase. Textos escritos com vírgulas a mais, a menos, ou mal empregadas, são medíocres. Mais medíocres ainda são quem os escreve.
Quem ainda acha que a vírgula é só um detalhe, DEVE assistir ao filme publicitário, comemorativo dos 100 anos da ABI – Associação Brasileira de Imprensa, que mostra os sentidos que uma vírgula pode dar a uma frase. A narração de Matheus Nachtergaele diz:
“A vírgula pode ser uma pausa ou não. Não, espere. Não espere. Ela pode sumir com o seu dinheiro. Pode ser autoritária. Aceito, obrigado. Aceito obrigado. Pode criar heróis. Isso só, ele resolve. Isso só ele resolve. A vírgula muda uma opinião. Não queremos saber. Não, queremos saber. Uma vírgula muda tudo. ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação”.
Assista ao vídeo abaixo:
Os “bugs” na tradução de TI
06/01/10
Se a regra para traduzir é “transpor um texto de determinada língua a outra, com fidelidade ao conteúdo, mas respeitando-se o espírito da língua para a qual se traduz“, deve haver uma exceção para traduzir textos de TI. Ou não?
É grande a divergência entre os lingüistas mais puristas e profissionais de TI em geral quando o assunto é anglicismo – introdução de expressões inglesas na língua portuguesa -, e a falta de consenso nesse sentido pode levar um tradutor à ovação ou a um banho de ovos mesmo.
Se para o tradutor purista anglicismos como site, mouse etc. em nada respeitam o espírito da língua portuguesa, para o profissional de TI as respectivas traduções sítio, rato etc. causam muita estranheza. Se não bastasse isso, há quem fique no meio do caminho, e aportuguesa termos ingleses como “atachar” (de attach; anexar), “printar” (de print; imprimir), “estartar” (de start; iniciar) etc.
O pior, ou melhor, é que se “água mole em pedra dura tanto bate até que fura”, e mesmo com correspondência em português e relutância dos mais puristas, aportuguesamentos como “escanear” (de scan; digitalizar) e “deletar” (de delete; apagar) já são reconhecidos pela Academia Brasileira de Letras.
Para resolver questões como essas, o tradutor deve tentar agradar a gregos e troianos, respeitando o máximo possível os jargões da área, sem ridicularizar a língua portuguesa. A propósito, “atachar” seria com x ou ch?
É por essas e outras que traduzir textos de TI é uma tarefa difícil, que requer sólidos conhecimentos lingüísticos e terminológicos, e quase sempre deixa o tradutor entre a cruz e a espada, esperando tomar a melhor decisão para evitar “bugs” – ou erros para os puristas – no seu trabalho.
Bug é um termo do inglês que significa “inseto” ou “besouro”, utilizado em TI para designar um erro, uma falha de sistema ou programa. Há várias teorias sobre sua etimologia, uma delas é que ele surgiu quando um inseto causou problemas de leitura no fonógrafo de Thomas Edison em 1878.
Artigo originalmente publicado na revista Asug News, edição de outubro/2008.
