Apesar de semelhantes na essência, os acrônimos FDA e ANVISA referem-se a instituições diferentes, a primeira nos EUA, e a segunda no Brasil e, por isso, um não pode servir como tradução do outro.

Para profissionais da saúde e muitos tradutores, isso pode não ser nenhum descobrimento da América, mas isso é uma exceção, devido ao uso recorrente desses acrônimos em jornais, na TV e na Internet.

Assim como em outras áreas do conhecimento, a literatura médica contém uma infinidade de acrônimos não tão ‘amigáveis’ com o tradutor, principalmente aquele que não é especializado em tradução médica.

Ao contrário de ANVISA e FDA, os acrônimos CHF (do inglês, Congestive Heart Failure) e ICC (do português, Insuficiência Cardíaca Congestiva), por exemplo, referem-se às mesmas doenças, tanto em inglês como em português e, por isso, devem ser a tradução um do outro.

Nos deve causar espanto vermos o acrônimo CHF, ou outro cuja tradução em português exista, mantido em inglês. Isso pode ser devido ao fato de que o rápido desenvolvimento da medicina e conseqüente rápida atualização terminológica levam os profissionais da saúde a se atualizar com a literatura em inglês, passando a adotá-la em seu cotidiano, sem considerar a ampla literatura existente em português.

Nesse sentido, posso mencionar a ficha clinica, cujo acrônimo CRF (Case Report Form) é geralmente mantido em inglês, mesmo porque nunca ouvi falar em “FC”, pelo menos neste contexto.

O contexto é outro aspecto de muita importância na compreensão e eventual tradução de acrônimos. Se no contexto acima CRF é ficha clínica, em outro ele pode designar Chronic Renal Failure, em português Insuficiência Renal Crônica, ou simplesmente IRC.

Os ABCs dos acrônimos levam qualquer tradutor a loucura, principalmente os não familiarizados com a literatura médica. Trago com este artigo uma contribuição para a nossa comunidade: uma lista de acrônimos de terminologia médica para facilitar a vida de nós, “non-MD’s“. Traduzi-los ou não é uma outra longa história.

Enjoy!

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