Diego Alfaro
Diego Alfaro é médico formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, com pós-graduação em Acupuntura. Atua como tradutor e intérprete trilingüe em diversas áreas, tendo participado da tradução e revisão técnica de artigos e livros-texto referência no ensino médico, além de ramos da indústria farmacêutica e clientes particulares. Nas horas vagas é violinista, para desespero de seus vizinhos. E-mail: diego.alfaro@gmail.com
Artigos por Diego Alfaro
Traduzir ou não traduzir: eis de novo a questão
04/05/11
“Durante o round, o staff prescreveu um dripping de insulina e ordenou um check up duas horas depois.” Em bom português… é isso mesmo! Ou, pelo menos, essa é a melhor maneira de se fazer entender no meio médico. Aí começam as dificuldades na tradução de textos em medicina: o uso de termos em línguas estrangeiras – particularmente a inglesa – é tão corriqueiro, que se quiséssemos substituir round por “ronda”, staff por “chefe de equipe” e dripping por “gotejamento”, forçaríamos o médico-leitor a “destraduzir” boa parte do texto para conseguir compreendê-lo. Por outro lado, a manutenção desses termos no original pode tornar o texto ininteligível para leigos, estudantes no início do curso ou qualquer pessoa com pouco domínio da língua estrangeira. Como proceder, então?
A medicina é um campo de conhecimentos em acelerado desenvolvimento científico e tecnológico, incorporando, a cada ano, um grande número de novos termos ao léxico médico. Devido à necessidade de rápida atualização de seu conhecimento, o profissional da saúde os aprende diretamente no idioma original, imediatamente após sua publicação, e assim os mantém na prática diária, inclusive em congressos e artigos escritos em português.
Somente mais tarde, e muito timidamente, começam a surgir as primeiras tentativas de tradução desses termos, e aqui ocorrem novos problemas: Mais >
