Tradução de carne ou queijo?
Publicado por: Vagner Bandeira em Tradução
Estão deixando a tradução virar pastel. Aquele mesmo pastel que você pede, fica pronto na hora, e paga menos de R$ 2,00. Os “pasteleiros” da tradução estão por toda parte e, sem a mínima noção do que fazem, vão vendendo seus pastéis e deturpando a imagem da tradução como ofício.
Diferente de um professor de idioma, que requer proficiência apenas na língua ensinada, o tradutor precisa ser proficiente tanto na língua da qual como para a qual traduz, com responsabilidade de entregar textos fiéis à língua de partida, mas escritos na forma da língua de chegada. Quem não atua assim NÃO é tradutor.
Os “pasteleiros” inventaram um tipo de “revisor” para usar de muleta quando o “pastel” queima. Em outros termos, o “revisor” vai corrigindo e limpando as cacas do “tradutor”. O pior é que muitas vezes esse “revisor” conhece bem menos que o “tradutor”. Alguns simplesmente rodam um corretor ortográfico que, por exemplo, para “O Colégio São Bento” sugere “O Colégio É Bento”. Olhe a graxa de pastel que vai sair. » Leia mais…


