No início deste mês, outubro de 2009, a Microsoft finalmente liberou a atualização para o corretor ortográfico, dicionário de sinônimos e verificador gramatical para o Office 2007 o que torna a suite de programas da empresa compatível com a recente reforma ortográfica da língua portuguesa.
Até o momento quem utilizava o Office convivia ainda com as regras anteriores à mudança ocorrida no segundo semestre de 2008.
Esta atualização é gratuita, porém só é aplicável à versão 2007 da suite sendo que as anteriores só contam com atualizações de segurança.
Quem desejar fazer a atualização pode clicar aqui para acessar a página que contém instruções e o download.
É comum que uma língua se nutra de outras que, geralmente, são de uma cultura dominante. Numa época em que os Estados Unidos são considerados uma das maiores potências mundiais, é natural que seu idioma adquira força e assuma influência em outras línguas.
A nossa língua portuguesa recebeu, e recebe, vocábulos como resultado das relações políticas, culturais e comercias com outros países. Tal “empréstimo lingüístico” é conhecido como estrangeirismo. O empréstimo advindo da língua inglesa, em particular, é denominado anglicismo, visto por alguns como ameaça às raízes de nossa língua e, por outros, como algo comum de uma língua viva.
Um extremo da contrariedade ao estrangeirismo é o Projeto Lei nº 1676 de 1999, que prevê punição com multa (de R$1.300,00 a R$13.000,00) a quem fizer uso de verbetes de outras línguas.
O autor deixa claro que o projeto é uma forma de denúncia, resistência e defesa da identidade e cultura do Brasil. O Projeto foi aprovado no Senado Federal, em agosto de 2003, após aprovação na Comissão de Educação, Cultura e Desporto e na Comissão de Constituição e Justiça, ambas as Comissões constitutivas da Câmara Federal. Após essa data, foi encaminhado novamente à Câmara para votação e subseqüente promulgação por parte do Presidente da República, entretanto, lá permanece desde então.
A verdade é que deparamo-nos com anglicismos no nosso dia-a-dia (fast food, feedback, on line, drive thru, record, dentre outros) e seria uma difícil tarefa ignorá-los e buscar usar outras formas equivalentes em nossa língua, a não ser por um processo em longo prazo.
Alguns verbetes assumiram a forma aportuguesada na escrita e já foram consagrados em nossa língua, como: Bife (beef), futebol (football), suéter (sweater), estoque (stock), caubói (cowboy), blecaute (blackout).
Alguns outros aportuguesamentos (‘leiaute’, por exemplo) são de doer os ouvidos e, apesar de reconhecidos pelos dicionários Aurélio e Houaiss, são raramente utilizados, optando os escritores usar a forma inglesa, layout.
Resta uma dúvida: ao traduzir o termo layout, por exemplo, é mais apropriado manter-se a grafia original ou grafá-lo em sua forma aportuguesada? Há divergências. Você, como tradutor, o que faria?
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Agora assista a esse vídeo que retrata o estrangeirismo com bastante humor. Vale a pena ver.
De volta a nossa série de artigos sobre erros gramaticais/semânticos, falaremos sobre redundância de idéias. Uma delas é o uso frequente do termo ‘junto com’, tradução do termo together with. Ex.: Verifique junto com o setor específico sobre esse assunto.
Note que ‘junto’ nos dá a idéia de companhia. O mesmo acontece com a palavra ‘com’. Sendo assim, que tal tirarmos um deles?
Ex: Verifique junto ao setor específico sobre esse assunto OU Verifique com o setor específico sobre esse assunto.